quarta-feira, 19 de abril de 2017

Dia Nacional de Sailor Moon - Baile Milenio de Prata 2017




  Ola meus queridos moonies, quem vós fala dessa vez não é nosso querido criador dos ultimos textos maravilhosos que aparecerem por aqui durante os meses que se passaram, é Ana Lua: ADM da pagina Dia Nacional de Sailor Moon e uma das organizadoras junto com a criadora do Dia Moonie.

  Mas chega de enrolação, vim aqui anunciar algo que já foi falado lá no facebook, e que vai ser registrado por aqui (uma forma mais facil de encontrar tudo que você quer saber num só lugar, digasse de passgem). Nossa terceira edição do dia moonie em um local fechado (clamp, clamp, clamp). Dessa vez ao invez de ser em um local aberto como os parques das ultimas edições vamos para a Associação Iwate Kenjinkai do Brasil, um espaço bem agradavel, com ar condicionado para os que vão com cosplays pasados não sofrerem tanto assim com o calor. O endereço se encontra na imagem assima, mas se você não deu uma olhada nela e não tem como ver ela agora vou passar já, já, é Rua Thomaz Gonzaga, 65 - Liberdade, SP - 01506-020.

COMO CHEGAR AO EVENTO!
Metrô:
- Desça na Estação Liberdade.
- Siga na direção do Sogo Plaza na Rua Galvão Bueno.
- Atravesse a ponte em direção ao Hospital Bandeirantes.
- Vire à direita na Rua Thomaz Gonzaga
- Suba em direção à Avenida Liberdade.
- O prédio é ao lado da Haikai, em frente ao restaurante Kazu.
R. Thomaz Gonzaga, 95 - Liberdade, São Paulo

Para quem vai de ônibus, tem um à partir do Butantã 715M-10 Largo da Pólvora. É só pedir para descer na FMU. Passando o Burger King, vira à direita e desce até o número 95.
Para quem vai de carro, o estacionamento do prédio é à parte, custando R$ 25,00 por 12 horas. Tem um próximo ao Hospital Bandeirantes que custa R$ 15,00 por 12 horas.
Qualquer dúvida, estamos à disposição ;)

Temos o Prazer de apresentar (TAN, TAN, TANNNNN) as nossas atrações:

   




E as stands que farão presença no nosso evento:




  Dia 30/04 será mais do que aguardado. A sua presença nesse dia vai ser um presente enorme para nós, venha dividir conosco esse dia especial, de mais um ano de lançamento de Sailor Moon no Brasil.

Dia Nacional de Sailor Moon

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Música, maestro!



Não sou desses que gosta de comparar o anime clássico com o Crystal. Cada um foi produzido e exibido em contextos completamente diferente e ambos tem suas qualidades e seus defeitos. Mas tem uma coisa que, para mim e para muitos outros fãs, faz uma tremenda falta em Crystal: a identidade musical que o anime clássico possui. E é em homenagem a Takanori Arisawa, o homem por trás da inesquecível trilha sonora das cinco temporadas de Sailor Moon, que este texto foi escrito.

Pela dificuldade em encontrar fotos e informações sobre sua vida, podemos supor que era uma pessoa bem discreta. Nascido em 2 de abril de 1951, na cidade de Tóquio, Takanori Arisawa era praticamente uma criança autodidata, tendo na infância já desenvolvido seu interesse por música. Entretanto, foi só aos 20 anos que aprendeu a tocar piano, e aos 22 anos que ingressou em uma escola formal de música, a Senzoku Gakuen, na província de Kanagawa, onde se formou em composição e regência de orquestra, embora também tenha estudado jazz e pop. Ao longo de sua carreira, Arisawa compôs para diversos comerciais e novelas (e também para a versão japonesa de Vila Sésamo!) e gravou alguns CDs, mas a fama o alcançou com a criação de toda a trilha sonora de Sailor Moon e, posteriormente, das primeiras quatro temporadas de Digimon, tendo se dedicado exclusivamente desde os anos 90 a compor para animes. Para a nossa grande infelicidade, ele faleceu em 26 de novembro de 2005 aos 54 anos (pô, em um país com a longevidade que tem a população do Japão, é praticamente um garoto!), em decorrência de um câncer na bexiga. Meses antes, uma das faixas de Sailor Moon foi usada no filme Guerra dos Mundos, de Steven Spielberg.

A trilha sonora de Sailor Moon recebeu influências de vários gêneros musicais (tem jazz, blues, tango, tecno, rock...), e nenhum deles foi inserido à toa. Dá para notar que na primeira temporada predomina o pop, e gradativamente vemos a presença da música clássica crescer. Isso quer dizer que a trilha musical acompanhou o crescimento e o amadurecimento das cinco protagonistas. O maior mérito de Arisawa foi o de encarar a série não como "isso é mahou shoujo e vou fazer trilha de mahou shoujo" (um mau que assola grande parte das trilhas sonoras atuais e que, lamentavelmente, assola Crystal, cujo compositor simplesmente reeditou as trilhas que compôs para Precure). Não, percebe-se pelo carinho e pela personalidade que cada faixa carrega que ele pensou mais ou menos isso: "é uma história de garotas lidando com suas escolhas e desafios, tem no meio um tanto de romance, um bocado de ação, uns malvadões bem sinistros, uns dramas aqui, umas palhaçadas ali, e é com esse caldeirão que vou trabalhar". Em outras palavras: tratou a série como uma obra, não como um produto.

O mesmo pode ser dito de Digimon, aonde podemos notar uma ou duas faixas de Sailor Moon reutilizadas. Longe de cair em um típico som virtual que poderia até combinar com a temática, Arisawa captou toda a emoção e as sutilezas presentes no anime, o que resultou em mais um trabalho marcante e lembrado com saudosismo pelos fãs. E neste trabalho, descobrimos também que, além de compositor genial, era um homem humilde, pois ao perceber que as suas próprias músicas não dariam a carga dramática exigida pelas cenas, optou por utilizar músicas clássicas mundialmente conhecidas. Assim, temos quase dois episódios inteiros de Digimon Adventure onde toca ininterruptamente o Bolero de Ravel (pra quem não ouviu, segue o link:  https://www.youtube.com/watch?v=r30D3SW4OVw). Embora a primeira temporada seja a mais amada, é na quarta onde há as faixas mais belas compostas para a franquia (como essas duas: https://www.youtube.com/watch?v=62vBo2xz0z0 e https://www.youtube.com/watch?v=-YsBxXq-m7E).

Duas coisas são fundamentais para separar as boas trilhas sonoras das ruins. A primeira: enquanto você está acompanhando a série, o filme, o jogo ou o que quer que seja, não se nota a presença da música por ela estar perfeitamente casada com as imagens em tela. A segunda: assim que você para de acompanhar o áudio-visual, você cantarola a maior parte das músicas, intencionalmente ou não. E nesses dois pontos, Takanori Arisawa está de parabéns. É quase impossível não relacionar, por exemplo, o Tuxedo Mask com https://www.youtube.com/watch?v=u70c1e4mr4g, as Sailor Urano e Netuno com https://www.youtube.com/watch?v=9krXkdZWNZw, as Starlight com https://www.youtube.com/watch?v=6yln-GcZOVs  ou o grito "PELO PODER DO PRISMA LUNAR!" com https://www.youtube.com/watch?v=L1xAPQgGZ0U. E como não tremer de medo ao ouvir ou lembrar dessa música https://www.youtube.com/watch?v=djGhBrjJyKA? Como não sentir uma nostalgia melancólica ao ressoar na cabeça essa melodia https://www.youtube.com/watch?v=NIqgEg-ZaU4? Como não sentir que há um plano "malégno" sendo posto em prática quando começa esse som https://www.youtube.com/watch?v=VN1C3SHR1Dg? E como, me digam como não se encher de coragem e determinação pra realizar suas tarefas e lutar pelo que acredita ao menor tocar de https://www.youtube.com/watch?v=F4nzpsNU5wg???

Digo com toda certeza que as músicas de fundo foi determinante para que Sailor Moon virasse o sucesso que é hoje. E ao mestre Arisawa nós agradecemos pelo seu talento e sua sensibilidade. Onde quer que esteja, o brilho de sua semente estelar jamais apagará.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A jihad em Sailor Moon

[Aviso: este texto está repleto de incitação ao terrorismo para qualquer mente pequena e preconceituosa que vai largá-lo apenas pelo seu título. Para estes, é altamente recomendado que estude e deixe de acreditar em tudo que os noticiários e os pastores desonestos dizem. Para quem tem curiosidade, inteligência e busca pela razão e harmonia ao invés da ignorância e do ódio, uma boa leitura.]


O que é jihad? Palavra vinda da língua árabe que significa "lutar", "empreender", "se esforçar", jihad é um conceito nascido junto com o islamismo, sendo considerado um dos pilares da sua fé. Possui dois significados: o combate interno que o indivíduo realiza para se desenvolver espiritualmente; a luta por um mundo melhor e mais justo através dos ensinamentos dos preceitos islâmicos. O Corão ensina um desdobramento bélico deste segundo significado: a chamada "jihad da espada", devendo ser realizada em casos de provocação ou de ameaça e sendo esta uma jihad menor em comparação a mais importante jihad para os islâmicos: a jihad pacífica, a luta espiritual íntima contra o pecado e as inclinações ao mau para assim melhorar a sociedade.

Mas o que isso tem a ver com Sailor Moon? Se prestarmos atenção, tem tudo a ver. Mais precisamente no volume 9 do mangá, as guerreiras do Sistema Solar, precisam encarar de frente suas próprias fraquezas e medos. Os membros do Dead Moon Circus manipulam os sonhos das pessoas, e tentam fazer nossas garotas desistirem das lutas intermináveis para seguirem seus desejos pessoais. A Ami que quer ser médica como a mãe, a Rei que quer seguir o sacerdócio, a Makoto que quer se casar e abrir uma floricultura, a Minako que quer se tornar uma cantora famosa e a Haruka, a Michiru e a Setsuna que querem manter a família que construíram em torno da Hotaru. Estes são seus desejos, mas há também a vontade de seguir com a missão de acompanhar e proteger a Usagi em sua eterna cruzada em nome do amor e da justiça. Elas conseguem resistir às tentações e crescem em poder, crescem como pessoas e, com essa força, conseguem modificar o mundo à sua volta, provando que realmente são heroínas.

E é exatamente isso que significa "jihad". Grupos fundamentalistas deturpam essa expressão cultural tão importante para os povos árabes para conquistar adeptos para sua causa, assim como as potências ocidentais distorcem esse significado tão elevado para justificar suas intervenções sistemáticas e desumanas em nome do lucro. Aprendemos essas noções errôneas de jihad como “guerra santa” e ligada ao terrorismo e a violência nas escolas e na televisão, E assim, perpetuam-se estereótipos que estimulam a intolerância. Terrorismo não é jihad. Confrontar seus demônios para melhorar a si mesmo e ao mundo é jihad.

Por que estou dizendo tudo isso? Para convertê-los ao Islã? Vish, nada disso! Mal consigo convencer alguém a assistir algum anime que gosto, imagina converter a uma religião! Sequer muçulmano eu sou! Esta pessoinha que vos escreve foi batizada, fez primeira comunhão e hoje se identifica como agnóstica (sem religião definida, mas que vê valor e verdade em todas). Não, minha intenção com este texto é trazer um pouco de informação e cultura, relacionar debates pertinentes com essa obra que tanto amamos e realçar que cada cultura se expressa de uma forma distinta, mas o desejo pelo amor, pela felicidade, pela justiça e pelo equilíbrio está universalmente presente. Afinal, a Sailor Moon e suas amigas não lutam e se sacrificam tanto por alguns humanos ou por grupos específicos de humanos, mas por todos seres vivos, até mesmo aqueles que desperdiçam suas vidas causando dor e destilando ódio.


Beijos lunares!

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