A proposta desse texto é fazer o que os fãs de qualquer obra fictícia mais gostam de fazer: teorizar. E o assunto da pirada de cabeção a seguir é essa curiosa imagem. Trata-se de um esboço da nossa querida Naoko Takeuchi publicado em junho de 1991 na Kodansha, revista que dois meses mais tarde começaria a publicar Codiname Sailor V, que nós brasileiros pudemos conhecer oficialmente somente em 2015 (esse atraso da vinda dos mangás para cá fica para outro texto). Neste esboço, a autora descreve o grupo que viria a compor o time de Pretty Guardian Sailor Moon. Não seria nada de mais, a não ser pelas imensas diferenças em comparação com o que de fato viu a luz do dia (ou da lua, neste caso).
Começando pelo básico: não existiria Usagi! A protagonista seria a Minako, assim como foi em Codiname. A princípio, poderíamos até deduzir que pouca coisa mudaria, considerando as muitas semelhanças que as duas loirinhas possuem entre si. Mas a falta da Usagi mudaria sim algo fundamental: a relação com as lendas do Coelho da Lua e da Princesa Kaguya, inspirações diretas para a história de Sailor Moon, estariam fora do jogo! E sem a representante da Lua, nada do representante do Sol Mamoru Chiba, o charmoso Tuxedo Mask. Ao contrário da Usagi, a Minako não tinha uma alma gêmea (não conta aquele cara na Inglaterra que apareceu em flashbacks no anime clássico, pois é filler); ela vivia caçando rapazes. O enredo poderia seguir eternamente com a Mina pegadora ou introduzir um grande amor para ela, mas dificilmente seria algo de tanto peso para a mitologia da série como é o casal Usagi e Mamoru.
Na imagem também vemos a já conhecida Hikaru de Codename Sailor V, que simplesmente assumiria o papel de seu "clone" Ami. Vemos também a Rei com a mesma aparência e jeitinho de sempre, só que com nome diferente. Tanto a Sailor Mercúrio quanto a Sailor Marte permaneceram intactas, então nem tem o que imaginar em relação a elas. Agora, a Mako...
Nada da Makoto fofa, jardineira e cozinheira. Aqui ela se chama Mamoru (vou continuar chamando de Mako pra não gerar confusão) Chino, e além de fumar, seria uma bad girl de gangues e provavelmente falaria muita besteira, algo que me lembrou o Yusuke Urameshi de Yu Yu Hakusho. Nesta versão alternativa, o lado porradeiro e brigão da Sailor Júpiter teria mais destaque, e o fato de seu planeta protetor ser Júpiter faria mais sentido. O planeta, tendo uma forte gravidade, atrai a maioria dos asteroides que passam pelo sistema solar interior, protegendo assim os planetas Mercúrio, Vênus, Marte e a nossa Terra. "Mamoru" em japonês significa "proteger, então o nome realmente seria mais adequado à Sailor Júpiter do que ao Tuxedo Mask, que sempre foi o "donzelo em perigo". Ver a Mako desse jeito me pareceu muito empolgante no começo, mas depois fui lembrando da razão pela qual a personagem é tão interessante: embora ela seja muito maior, mais forte e marrenta do que outras meninas da sua idade, ela tem um lado meigo que revela para quem a respeita e a trata como amiga (no caso, Usagi e suas companheiras). Uma personagem multifacetada que provavelmente teria uma só faceta. Ou não, pois voltando a comparar com o Yusuke, ele provou ser muito mais do que um rebelde sem causa ao longo da trama, e talvez algo semelhante pudesse ocorrer com a Mako. Apesar de que o Yusuke era protagonista em sua história e a Mako não. Aí complica...
Sem a Usagi e com a Mina na liderança, resta uma quinta guerreira para completar o time. E para preencher essa lacuna temos Artemis. Não o gato, mas uma deusa! Sim, a própria deusa Artemis lutando e convivendo com as outras como parte da equipe de protetoras da Terra! Como, na mitologia grega, Artemis é relacionada à Lua, muito provavelmente ela seria a "Sailor Moon", mas agora o elemento lua seria um mero coadjuvante. Por ela ser praticamente uma alienígena, a trama poderia variar entre o lado trágico e cômico da coisa. Como assim? Haveriam muitas cenas divertidas das garotas tentando ajudá-la a se adaptar à vida em Tóquio, mas a sua função principal na história seria o de fazer o elo com toda a parte espacial e mística. Do grupo, talvez fosse a mais melancólica.
Na imagem não tem nenhum gato falante e o Amano, o "irmão gêmeo" do Umino que já aparece em Codiname, tem certo destaque, o que sugere uma participação maior do que a que o Umino teve em Sailor Moon. Seria um assistente técnico para equipe? Apenas o bom e velho alívio cômico? Um possível par romântico para a Hikaru? Isso pouco importa. O que importa é que, com tantas mudanças no time, a história seria totalmente diferente do que conhecemos.
Com a ausência do Mamoru, os seus generais também não existiriam. Com o romance fora do mote principal, a tragédia da Princesa Serenity não existiria. Do arco Dark Kingdom, poderíamos esperar somente a existência do Milênio de Prata e da sua guerra contra o Negaverso, mas de uma forma que não envolveria o triângulo amoroso Serenity-Endimion-Beryl. E se o primeiro arco teria diferenças drásticas, os seguintes (claro, considerando que essa versão fizesse sucesso que justificasse arcos seguintes) seriam outros por completo. O Cristal de Prata e a figura da Rainha Serenity moldaram as tramas dos arcos seguintes (não com tanta força no arco Infinity). Por que haveria Black Moon, Dead Moon Circus e Shadow Galactica sem eles? E mais: sem Usagi e Mamoru, nada de Chibiusa para voltar no tempo e se relacionar com a sailor da destruição Hotaru.
Para finalizar esse texto que já está muito viajandão pro meu gosto, podemos imaginar que esse "Pretty Guardian Sailor Venus" teria menos elementos de romance e drama e mais elementos de comédia e ação, pois a Minako, embora seja tão destrambelhada quanto a Usagi, acaba sendo muito mais engraçada por não cair na eterna melosidade e sofrência da Usagi, além de ter se mostrado muito mais eficiente como guerreira e capitã. Talvez não tivesse a profundidade e densidade que Sailor Moon alcançou em certos momentos, mas teria outros elementos que poderiam também fazer sucesso e render continuações do arco Dark Kingdom (este, em ambas as versões, seria inevitável). E puxa vida! Uma versão que não tivesse a chatice sem fim que é a Chibiusa me faria implorar para a Sailor Plutão alterar a do tempo!
sábado, 14 de janeiro de 2017
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Tratamento aos cosplayers
Mistura de “costume” com “play”, cosplay é, literalmente,
brincar de se vestir. Após ter a ideia inicial, arranjar tempo para correr
atrás de perucas, acessórios e afins, tão caros, raros e transtornados para
serem enviados por correio... Enfim, após todo o trabalho e dedicação que dá
produzir um cosplay daquele personagem que amamos ou simplesmente achamos
legais, só o que queremos e esperamos é a diversão que traz o brincar. Infelizmente,
no entanto, esse significado tão simples e puro tem se perdido.
Acho que isso não é novidade para ninguém, mas existem youmas extremamente enraizados na nossa sociedade, como a intolerância, o machismo, o racismo e o desrespeito, e como nós fazemos parte dessa mesma sociedade, tudo isso se reflete quando o assunto é cosplay. Como seria maravilhoso se todos que não podem ir de carro não precisassem se trajar inteiramente dentro dos eventos, mas não podemos sair na rua com nossas fantasias sem receber críticas, xingamentos ou até ameaças de pessoas completamente estranhas palpitando sobre nossas vidas (quem nunca ouviu, pelo menos, isso: “o carnaval já passou!”?). Isso quando as pessoas que conhecemos, como colegas ou mesmo familiares, acham que somos loucos ou imbecis. E como se isso já não fosse pouco, as cosplayers ainda precisam lidar com homens sem noção que se dão a liberdade de assediá-las, sejam eles repórteres, pessoas que tiram fotos e mesmo os próprios cosplayers, e aí entramos na parte mais chata: não só a mídia e as pessoas “não-otaku” que nos atacam, mas também nós mesmos nos atacamos.
Se fazemos um cosplay de um mesmo personagem que outros estejam fazendo, somos logo recriminados pelos mais “bem produzidos”. Falando nisso, qualquer peça que possa estar minimamente diferente da personagem original ou produzido com recursos limitados, somos logo rebaixados, taxados de “cospobres”. E nem tente fazer um cosplay de uma personagem diferente de você! Negro não pode fazer cosplay de personagem branco, mulher não pode fazer cosplay de personagem homem, gordos não podem fazer cosplay de personagens magros, e por aí vai. É como se tivéssemos de estar idênticos. Gente, isso não é obrigação! Lembrando: “cosplay” pressupõe brincadeira, não as pressões do mundo da moda. Mas são essas as pressões que estão cada vez mais presentes nos concursos de cosplay, aonde os próprios participantes vêm se mostrado desonestos com seus colegas. Competitividade, descriminação, objetificação... Está bem claro que o universo cosplayer se mercantilizou, o que não é tão absurdo visto que cada aspecto da nossa sociedade como um todo é atualmente regido pelas regras do mercado e do capital.
Dizendo tudo isso, parece até que estou dizendo que fazer
cosplay só nos traz desgraça, que deveríamos largar esse hobby, que o mundo é
um horror, mas não é nada disso. Ainda com tantas adversidades, todo o processo
de montar e vestir um cosplay nos trazem um infinidade de coisas lindas. Desde
habilidades artesanais e de organização até de pensar e sentir como se fosse
outra pessoa (no caso, a personagem), e isso nos ajuda a desenvolver nossa
empatia, e com ela mudamos nossas próprias atitudes. Por exemplo, ao
encontrarmos outro cosplayer com a mesma personagem, rir e tirar foto juntos ao
invés de brigar; ao invés de diminuir outro cosplayer por sua fantasia
obviamente não ter custado tanto dinheiro, parabenizá-lo por sua criatividade
de fazer algo com tão pouco. E principalmente: a alegria que sentimos quando
pessoas querem tirar fotos com a gente, quando fazemos amizades, quando nos
sentimos mais livres de nossos bloqueios internos... Embora o mercado tente
colocar um preço em tudo que toca, essas alegrias, tão especiais para nós
cosplayers, jamais terão preço.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
RESSACA FRIENDS 2015 - WEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!
RESSACA FRIENDS 2015 finalizando bem o ano!
Tá aí sem fazer nada da vida? Vai ter que comprar presente
pro pai, mãe, amigo, irmão? Não sabe onde ir? Pois temos a sua solução para
todos os problemas; Ressaca Friends!!
Esse ano ele vem mais que especial, com Ísis Vascolcellos,
Cauê Moura, Casa do Kame, Gordox, Genki Dama e muito mais!
“Mas vai ter muita gente pra ver eles...” Não tem problema!!
Além das nossas lindas e tradicionais
salas da Magic Potter, Dancy Party e Lolita, teremos também Star Wars e shows
com artistas de renome internacionais como a divosa banda Sambomaster, que tem
suas músicas em Bleach, Naruto e muitos outros!
“E se eu quiser cantar?” Você pode! Tem o lindo Animekê, que
eu amo participar e me divertir todas as vezes.
Teremos também concurso cosplay, campeonato de videogames,
KPOP e estandes de vendas.
E SABE QUAL A MELHOR PARTE DE TODAS??
O evento estará arrecadando alimentos não perecíveis (exceto
sal e açúcar) de 500 g para doar a instituições de caridade. Além disso, você
ganha desconto na entrada do evento!
O evento será nos dias 19 e 20 de dezembro, ou seja, vocês
podem escolher qual dia ir ou ir em ambos.
Acontecerá na Av. Regente Feijó, 1295 – Tatuapé – São Paulo
INGRESSOS:
Dia 19/12 (sábado)
Meia-entrada: R$ 30,00
Inteira: R$ 60,00
Dia 20/12 (domingo)
Meia-entrada: R$ 40,00
Inteira: R$ 80,00
DOE 500g DE ALIMENTO NÃO PERECÍVEL
(EXCETO SAL E AÇÚCAR) E PAGUE MEIA-ENTRADA
ESPERAMOS VOCÊS POR LÁ, ESTAREMOS CARACTERIZADOS COM NOSSO
TRADICIONAL UNIFORME/CAMISETA DA PAGE!!
Até mais
Mei

Assinar:
Postagens (Atom)

